A aula abaixo foi planejada por mim de acordo com a metodologia MELO 2013, desenvolvida pela querida Elizabete Amorim. Ela é direcionada ao 1º ano do nível médio. Se você é professor e quer usá-la fique a vontade, a proposta é minha mas a partir do momento em que você a usa "imprime" nela seu estilo de dar aula. Peço apenas para que cite a fonte e que me conte depois como foi: se os alunos gostaram, se teve que alterar algo, etc assim poderei ir melhorando-a ;)

Música
O Que  Sobrou Do Céu-  O Rappa
O, la lá, o la lá, ê ah
O, la lá, o la lá, ê ê 2x
Faltou luz mas era dia, o sol invadiu a sala
Fez da TV um espelho refletindo o que a gente esquecia
Faltou luz mas era dia... di-ia
Faltou luz mas era dia, dia, dia
O som das crianças brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal
O chá pra curar esta azia
Um bom chá pra curar esta azia
Todas as ciências de baixa tecnologia
Todas as cores escondidas nas nuvens da rotina
Pra gente ver... por entre prédios e nós...
Pra gente ver... o que sobrou do céu... o la lá
Disponível em: < http://letras.mus.br/o-rappa/28942/> Acesso em 09 de Fevereiro de 2015.

Texto didático 1
“Experiência filosófica [...]
Estranhamento ou deslocamento
Trata-se do primeiro passo da experiência filosófica. Quando uma pessoa vive uma circunstância de deslocamento ou estranhamento, experimenta uma quebra uma interrupção no fluir normal de sua vida. Detém-se então, para pensar e observar algo que antes não via, ou que vivia de forma automática, sem se dar conta, sem atenção, sem se questionar. [...]
Questionamento ou indagação
Trata-se do segundo passo da experiência filosófica. Após viver o estranhamento, a pessoa inicia um processo de questionamento (interno e externo) sobre o tema que lhe chamou a atenção. [...]
Certamente você já passou, em algum momento, por uma experiência parecida, após algum momento marcante de sua vida. Pode ter sido durante uma viagem ao estrangeiro, na morte de um ser querido, em uma grande decepção amorosa, ou em muitas outras circunstâncias distintas. E aí começou a s questionar, mesmo que superficial brevemente, sobre sua vida e a existência em geral. Pois, então, você estava tendo uma experiência filosófica, ainda que rudimentar. Estava dando os primeiros passos no filosofar.

Referência: COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Editora Saraiva, 2010. p. 12.

Trecho de texto filosófico
“Metafísica- Livro A
Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente da sua utilidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem ter nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimentos do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas. [...]
De fato, os homens começaram a filosofar, agora como na origem, por causa da admiração, na medida em que, inicialmente, ficavam perplexos diante das dificuldades mais simples; em seguida, progredindo pouco a pouco, chegaram a enfrentar problemas sempre maiores, por exemplo, os problemas relativos aos fenômenos da lua e do sol e dos astros, ou s problemas relativos à geração de todo o universo. Ora, quem experimenta uma sensação de dúvida e de admiração reconhece que nãos abe; e é por isso que também aquele que ama o mito é, de certo modo, filósofo: o mito, com efeito, é constituído por um conjunto de coisas admiráveis. De modo que, se os homens filosofaram para libertar-se da ignorância, é verdade que buscavam o conhecimento unicamente em vista do saber e não por alguma utilidade prática. E o modo como as coisas se desenvolveram o demonstra: quando já se possuía praticamente tudo o de que se necessitava para a vida e também para o conforto e para o bem-estar, então se começou a buscar essa forma de conhecimento. É evidente, portanto, que não a buscamos por nenhuma vantagem que lhe seja estranha; e, mais ainda, é evidente que, como chamamos livre o homem que é fim para si mesmo e não está submetido a outros, assim só esta ciência, dentre todas as outras, é chamada livre, pois só ela é fim para si mesma.”
Referência: ARISTÓTELES, Metafísica. Livro A, 980a-982b. IN: REALE, Giovanni. Metafísica. Vol 2. São Paulo: Edições Loyola, 2001. p. 3-13.

Texto didático 2
“A filosofia nasce do assombro
O problema: Por que os homens desejam conhecer? De onde vem a Filosofia?
A tese: O desejo de conhecer é inerente a natureza humana e nasce do assombro que sentimos diante da beleza do mundo.  Todo conhecimento produz uma sensação de prazer, seja quando se trata de uma simples percepção, seja, com maior razão, quando se alcança a iluminação do espírito a partir da pura intuição intelectual. Filosofam também, as pessoas nascidas antes do advento da filosofia, porque o ser humano não vive sem questionar o mundo que o cerca. Não se pode viver sem filosofar, ao menos nas sociedades economicamente desenvolvidas. Segundo Aristóteles, como a reflexão filosófica é uma atividade desinteressada, não imediatamente útil aos problemas da vida cotidiana, é necessário que o homem resolva os problemas de sobrevivência antes de se dedicar a essa prática.

Referência: NICOLA, Ubaldo. Antologia ilustrada de Filosofia- das origens à idade moderna. São Paulo: Editora Globo, 2002. p. 85.

Atividade avaliativa
Segundo Aristóteles, como nasce a Filosofia e que relação podemos estabelecer entre sua visão e a música “O que sobrou do céu”- O Rappa? E você: já passou por este tipo de experiência descrita pelo filósofo?

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