A aula abaixo foi planejada por mim de acordo com a metodologia MELO 2013, desenvolvida pela querida Elizabete Amorim. Ela é direcionada ao 1º ano do nível médio. Se você é professor e quer usá-la fique a vontade, a proposta é minha mas a partir do momento em que você a usa "imprime" nela seu estilo de dar aula. Peço apenas para que cite a fonte e que me conte depois como foi: se os alunos gostaram, se teve que alterar algo, etc assim poderei ir melhorando-a ;)
Recurso
Tirinhas do
site “Um sábado qualquer”
Referência: << http://www.umsabadoqualquer.com/category/socrates/>> Acesso em 08 de Outubro de 2014
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Texto didático
“Quem é?
Sócrates (c. 470-399 a.C.). Nasceu e viveu em Atenas,
Grécia. Filho de um escultor e de uma parteira, Sócrates conhecia a doutrina
dos filósofos que o antecederam e de seus contemporâneos. Discutia em praça
pública sem nada cobrar. Não deixou livros, por isso conhecemos suas ideias
por meio de seus discípulos, sobretudo Platão e Xenofonte. Acusado de
corromper a mocidade e negar os deuses oficiais da cidade, foi condenado à
morte. Esses acontecimentos finais são relatados no diálogo de Platão, Defesa
de Sócrates. Em outra obra, Fédon, Sócrates discute com os discípulos sobre a
imortalidade da alma, enquanto aguarda o momento de beber a cicuta. Na
maioria dos diálogos platônicos, Sócrates é o protagonista.
Referência: ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena
Pires. Filosofando: Introdução à Filosofia. São Paulo:
Moderna, 2009. p.19
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Trecho de texto filosófico
“Depois me
dediquei com todas as minhas energias a procurar resolver o enigma. Fui ter
com um daqueles que têm fama de sábio com o intuito de encontrar elementos
ara refutar o oráculo, se isso fosse possível de alguma maneira, contrapondo
o fato de que ele mesmo era com certeza mais sábio do que eu, quando o que se
dizia era que o mais sábio de todos era eu.
Interrogando,
então, tal pessoa (não importa o seu nome: basta dizer que quem me transmitiu
a ideia que estou a vos referir era um político) e falando-lhe, tive a
impressão de que de fato parecia a ele (e a muitos outros também, mas
principalmente a ele) ser sábio, mas na verdade não o era. Então tentei
demonstrar-lhe que ele se acreditava sábio, mas que na verdade não era assim.
Por isso,
atraí sobre mim o seu ódio e também o de muitos dos que estavam presentes. No
entanto, ao ir embora refleti comigo mesmo que na verdade eu era mais sábio
do que aquele homem: de fato, cada um de nós dois corre o risco de não saber
absolutamente nada de belo e de bom, mas ele acredita saber alguma coisa,
quando na verdade não sabe; eu, no entanto, não só não sei como não acredito
saber. Portanto, parece-me que eu seja mais sábio do que ele justamente por
esta pequena diferença, de que não acredito saber aquilo que não sei.”
Referência: PLATÃO. Apologia de Sócrates. São Paulo: Edipro, 2011.
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Atividade avaliativa
1. Interprete
a tirinha acima de acordo com o que foi estudado em sala de aula acerca da sabedoria
socrática.
2. Em
sua opinião: é atitude sábia admitir aquilo que não se sabe?
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